GRANDE BH CONCENTRA METADE DOS CASOS DA SÍNDROME INFANTIL LIGADA À COVID; VEJA LISTA DE CIDADES

Mais da metade dos casos da síndrome infantil associada à Covid foram registrados na Grande BH. Das 133 crianças infectadas em Minas, 73 (55%) são da região. A enfermidade é rara, com poucas conclusões científicas até o momento. Dentre as principais hipóteses para a concentração, a proximidade à capital, densidade populacional e número de casos do coronavírus na população adulta.

Até o momento, três mortes foram confirmadas no Estado. Dos 34 municípios da região metropolitana, 12 têm notificações da doença, que leva o nome de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

Foto: Reprodução/ Agência Brasil

 

Casos da SIM-P na Grande BH

  • Belo Horizonte: 42
  • Contagem: 10
  • Betim: 5
  • Ribeirão das Neves: 4
  • Ibirité: 2
  • Sabará: 2
  • Santa Luzia: 2
  • Vespasiano: 2
  • Esmeraldas: 1
  • Nova Lima: 1
  • Pedro Leopoldo: 1
  • Sarzedo: 1

Autoridades de saúde afirmam que a SIM-P pode ser mais comum e agressiva mesmo em pacientes com boa defesa imunológica, pois é baseada na resposta inflamatória exagerada ao vírus, atingindo vários órgãos. Segundo a médica Andréa Lucchesi de Carvalho, membro do Comitê de Infectologia da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), a quantidade elevada de casos infantis geralmente acontece nas localidades com maior incidência entre a população mais velha.

“Primeiro, temos a epidemia do adulto e, depois de quatro a oito semanas, vêm os casos pediátricos”.

Os diagnósticos da síndrome no Estado revelam que a média de idade dos doentes é de 5 anos. A maioria não apresenta comorbidades (83%) e são do sexo masculino (63%). O quadro geralmente é de insuficiência respiratória grave, além de doença renal e insuficiência cardíaca agudas.

Conforme mostrou o Hoje em Dia em maio, à época, apenas 5,9% dos casos eram em mineiros entre 10 e 14 anos. Neste momento, a proporção disparou e chegou a 12,5%. A maior parte das ocorrências (47,1%) foi confirmada em menores de 5 anos. Em seguida, vêm aqueles de 5 a 9, com 40,4% dos registros.

Segundo a infectologista, o crescimento do número de infecções entre as crianças mais velhas pode estar ligado a uma maior exposição dessa população. Além disso, ela afirma que o Brasil vive um contexto único em relação aos acometidos pela síndrome.

“No mundo inteiro, a literatura mostra que essa doença é mais comum nas crianças acima de 8 anos”.

Dos pacientes confirmados com a enfermidade, 124 já tiveram alta. Os óbitos pela SIM-P foram atestados em Esmeraldas, na região metropolitana, e em Barra Longa e Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ao menos um caso da síndrome foi registrado em 50 municípios do Estado.

Por: Hojem em Dia – Luiz Augusto Barros

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