MUSEU DE ARTE DO RIO EXPÕE CRÂNIO DE LUZIA, QUE VIVEU HÁ 11000 ANOS

O Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) inauguraram neste sábado, dia 29, a exposição “Imagens que não se conformam”. A mostra reúne obras históricas e contemporâneas.

“Criamos um diálogo entre obras históricas do instituto com obras contemporâneas do museu e de artistas convidados. Temos muitas novidades, entre elas obras feitas exclusivamente para a exposição, de artistas contemporâneos. Tem raridades do instituto, desde pinturas históricas, retratos, até um carrinho de mão usado pelo Barão de Mauá em inauguração de estrada de ferro. E temos muitos artistas indígenas e também afrodescentes, que revisam a história da exposição, como uma história atualizada, com questões indígenas e afrobrasileiras”, disse o curador-chefe do MAR, Marcelo Campos. A exposição complementa a história e, ao mesmo tempo, “conta uma história virada do avesso”, disse.

Alexandre Macieira/Riotur

Cerca de 200 itens estarão expostos, entre vídeos, fotografias, pinturas, manuscritos, lambe-lambes e esculturas. “É uma exposição muito rica”, disse o curador-chefe do MAR.

A exposição ficará aberta até outubro próximo, de quinta-feira a domingo, no horário de 12h às 17h. Serão admitidas na galeria 20 pessoas por vez. O museu está equipado segundo as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para receber o público presencialmente em suas instalações.

Foi estabelecido limite de entrada de pessoas no elevador, visando evitar possibilidade de contágio pelo novo coronavírus. O uso de máscaras é obrigatório, bem como a obediência ao distanciamento social. Frascos de álcool gel estão disponíveis em todas as instalações do museu.

Destaques

Entre os destaques da curadoria do Instituto Histórico está o crânio do homem de Lagoa Santa, uma das raridades da coleção. Descoberto por meio de pesquisas paleontológicas realizadas entre 1801 e 1890 pelo dinamarquês Peter Wilhelm Lund nas grutas da região mineira de Lagoa Santa, o crânio é um símbolo da história da ciência no Brasil do século 19 e tem cerca de 11 mil anos.

Homem de Lagoa Santa:/Divulgação

De acordo com Paulo Knauss, outras raridades na mostra são o Marco de Cananeia, lápide do século 16, que é um dos vestígios mais antigos da colonização portuguesa no Brasil, além de peças dos séculos 19 e 20.

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