DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA DEVE SER ENTREGUE ATÉ 31 DE MAIO; VEJA COMO FAZER E EVITE CAIR NA MALHA FINA

O prazo para fazer a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, ano-base 2020, termina no dia 31 de maio. Quem enviar a declaração com erros pode cair na malha fina da Receita. Caso você não envie, poderá pagar multa pelo atraso e ter outros impedimentos.

Por isso, quando chega este período, muitos ficam na dúvida: o que é, como funciona e como fazer? O REC1 convidou o contador Moisés Elias, de 38 anos, para dar as principais informações. O Profissional possui mais de sete anos de experiência no serviço e é sócio proprietário da Viva Contabilidade Construtiva.

 

  • Quem deve declarar?

“Permanece obrigado a declarar neste ano quem ganhou mais de R$ 28.559,00 em 2020. Uma novidade: Quem recebeu auxílio emergencial ano passado e teve outros rendimentos tributáveis que somem mais de R$ 22.847,00, tem de declarar também. Se a pessoa teve ganho com venda de bens, como casa ou veículo, também precisa declarar. Existem outros critérios mais específicos que obrigam o contribuinte a declarar o Imposto de Renda, por isso aconselhamos procurar um contador para que não deixar passar nenhum detalhe.

  • Como fazer?

“Aconselhamos a bater um papo com um contador de confiança para ele poder te orientar sobre o preenchimento da declaração. Importante também pedir para o RH da sua empresa o seus Informes de Rendimentos. Este e o documento que consta todos os valores que devem ser declarados. Os bancos e instituições financeiras também dispõe desse mesmo documento. É interessante pegar também nas escolas particulares, clínicas médicas e de planos de saúde os recibos dos pagamentos feitos no ano passado, para poder lançar as deduções”.

  • É melhor declarar no início ou no fim do prazo?

“Não deixar para o final! Isso porque a Receita Federal obedece a uma fila para restituição do Imposto de Renda. Isso significa que quanto antes você fizer sua declaração, mais rápida será feita sua restituição quando houver”.

  • O que acontece com quem não fizer a declaração?

“A primeira consequência é a multa! Este valor começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do valor da declaração. Em casos mais extremos, o contribuinte pode ser processado pelo Estado por sonegação de tributos. A pena vai de 2 a 5 anos de prisão. Além de outros bloqueios do CPF como ser impedido de tirar passaporte, não conseguir assumir cargo público ou não conseguir abrir conta em banco. Ou seja, não vale mesmo a pena não declarar o IR”.

  • Como é calculada a restituição?

“A Restituição acontece porque, quando o trabalhador recebe a partir de R$ 1.904,00, a fonte pagadora deve reter uma parte do salário a título de antecipação do IR. Quando fazemos nossa declaração, apuramos o valor devido e abatemos as deduções. Às vezes, fica constatado que foi recolhido antecipadamente um valor maior do que seria devido pelo contribuinte. Quando isso acontece, a Receita Federal devolve a diferença em dinheiro”.

  • Quais serviços são dedutíveis?

“São as despesas médicas, dentarias e com educação do contribuinte e dos dependentes. Mesmo que estas despesas sejam feitas com pessoa física ou jurídica. Dentre os serviços médicos e dentários, pode ser consulta medica, exames, planos de saúde entre outros”.

VIVA CONTABILIDADE CONSULTIVA

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