AUMENTO DE CASOS E FALTA DE LEITOS EXIGEM COMPRA IMEDIATA DE VACINAS

O Brasil ultrapassou nesta segunda-feira, 22, a marca de 12 milhões de casos de covid-19 contabilizados desde o início da pandemia. Em 24 horas, foram confirmadas 49.293 novas infecções. Com isso, o total de pessoas que tiveram diagnóstico positivo desde fevereiro do ano passado chegou a 12.047.526. O número de óbitos provocados pela covid-19 subiu para 295.425. Em 24 horas, foram registradas 1.383 mortes. Os dados colocam o país em seu pior momento desde o início pandemia, situação que desperta a preocupação da OMS (Organização Mundial da Saúde), já que diversos municípios brasileiros estão em estado crítico, à beira de um colapso em seus sistemas de saúde.

Para amenizar este quadro grave definitivamente, epidemiologistas e infectologistas defendem a vacinação de 70% da população brasileira, para que seja alcançada a imunidade coletiva ou de rebanho, prognóstico que tem feito governadores, prefeitos e consórcios públicos entre cidades empenharem esforços logístico, administrativo e sanitário para adquirir rapidamente o maior número de imunizantes. Vale lembrar que a compra e a distribuição de vacinas por estados e municípios estão autorizadas, desde 23 de fevereiro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e desde o último dia 10 pelo presidente Jair Bolsonaro, quando foi assinado o Projeto de Lei (PL) 534/2021. Em Minas, Belo Horizonte e cidades da região metropolitana como Betim, Contagem e Santa Luzia já entraram na corrida pela compra de vacinas, assim como o Consórcio Intermunicipal de Saúde e de Políticas de Desenvolvimento da Região Calcário (CISREC), que anuncia, nesta terça-feira, 23, um “protocolo de intenções” para ser utilizado por treze cidades que fazem parte da associação.

Divulgação/Governo de São Paulo

 

ESCOLHA POR VACINA DEVE SER RESPONSÁVEL

Pressionados pelo aumento de casos, óbitos, e pela escassez de leitos, gestores aceleram os processos burocráticos, mas se deparam com uma pergunta crucial: qual vacina comprar? Nomes como CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer, Moderna, SputiniK V e Janssen têm sido falados exaustivamente nos mais variados noticiários e, com isso, despertado a dúvida de todos sobre a procedência, eficácia geral e custo de cada imunizante, dentre outras informações.

Por isso, o portal REPÓRTER CIDADE fez um levantamento, consultando dados públicos e de reportagens já divulgadas pela grande mídia, para elencar a diferença de cada uma. Foram levados em consideração alguns tópicos como: aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o número de doses necessárias para imunizar uma pessoa, percentual de eficácia, a temperatura de armazenamento e preço comercializado.

AstraZeneca

Com um intervalo de três meses entre as duas doses, a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelos ingleses da Oxford e fabricada pela Fiocruz mostrou uma eficácia de 82,4%. Tem certificação da Anvisa definitiva e precisa ser armazenada em temperatura de geladeira entre 2ºC a 8ºC. Duas doses, necessárias para a imunização, custam R$77,38.

Coronavac

A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem eficácia geral de 50,38%. Com certificação da Anvisa em análise, a vacina precisa ser armazenada entre 2ºC e 8ºC. O custo das duas doses é R$ 113,86.

Janssen

A vacina de uma só dose da empresa norte-americana Johnson & Johnson (J&J) tem percentual de eficácia em torno de 66%. Com certificação da Anvisa em status emergencial, também é armazenada entre 2ºC e 8ºC, com valor estimado em R$80,14.

Moderna

A Moderna, dos Estados Unidos, anunciou que a sua vacina é 94,1% eficaz na prevenção da doença. É administrada em duas doses e precisa ser mantida aos 20ºC negativos. As dosagens necessárias para a imunização têm o valor de R$276,34.

Pfizer

A farmacêutica alemã Pfizer afirmou, em sua última atualização dos resultados, que a sua eficácia é de 95% a partir de duas doses. Esta foi a primeira vacina a ser aprovada. Precisa ser conservada a 25ºC negativos. Preço médio de R$215,54.

Sputnik V

A vacina russa chamada ‘Sputnik V’ tem uma eficácia de 91,6% contra a Covid-19. As duas doses saem por R$99,48. Consta com certificação da Anvisa em análise e deve ser estocada com temperatura de armazenamento na casa dos -20ºC.

 

VEJA A TABELA COMPARATIVA COM AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE CADA VACINA

*Eficácia considerada geral

 

OBSERVE A TABELA CONTENDO OS PREÇOS COMERCIALIZADOS POR CADA EMPRESA

Vale lembrar que os valores estimados se referem a importação, sem levar em consideração as taxas, impostos ou quaisquer tributações relativas a entrada de produtos originários de outro país, visto que a produção nacional está com fornecimento exclusivo para o governo federal.

 

CONFIRA O VALOR ESTIMADO A PARTIR DOS PREÇOS DE CADA LABORATÓRIO PARA A IMUNIZAÇÃO DE CERCA DE 500.000 PESSOAS

Conforme as informações verificadas, as vacinas AstraZeneca e Pfizer possuem certificação definitiva da Anvisa. Com relação à eficácia geral, todas apresentam bons resultados, alcançando os melhores percentuais a Moderna, Sputinik V e a AstraZeneca. Quanto ao condicionamento, as vacinas Moderna, Sputinik V e Pfizer necessitam que as doses sejam conservadas em temperatura entre 20ºC e 25ºC negativos, o que acarretará um aumento nos custos provocado pelo transporte específico e o armazenamento adequado do imunizante. Quanto ao valor comercializado por cada empresa, a AstraZeneca tem o menor preço por duas doses, seguida pela dose única ofertada pela Janssen.

Fontes: Agência Brasil, CNN Brasil, Isto é Dinheiro, Hoje em Dia, Estado de Minas, Senado.

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