PRESIDENTE DA GRANBEL E PREFEITA DE VESPASIANO, ILCE ROCHA FALA SOBRE A ENTRADA NA “ONDA ROXA”

Prefeita de Vespasiano e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), Ilce Rocha, foi a entrevistada do programa “Cacá La Boca”, apresentados pelos radialistas Cacá Vieira e Kabello, da rádio 93 FM, na manhã de terça-feira, dia 16. O principal assunto do bate-papo foi a decisão da entrada de Minas Gerais na “onda roxa”, anunciada na tarde de segunda-feira, dia 15, pelo governador Romeu Zema.

De acordo com Ilce, todos os presidentes das associações das microrregiões do estado foram convocados para uma reunião, na qual foram informados das novas medidas para evitar o avanço da pandemia.

“Ele colocou a necessidade de ter mais rigidez em relação as restrições tomadas. A saúde já está perto do estrangulamento total, do caos. E que ele tentou de todos as maneiras, mas que essa era a única possível. Que é danosa e não é fácil.  Restringe o comercio, o direito de ir e vir. Mas que nesse momento tinha que ser tomadas ação mais incisivas”, disse.

FOTO: PREFEITURA DE VESPASIANO

A presidente da Granbel também comentou sobre o aumento de casos na região Metropolitana e sobre as ações que vêm sendo tomadas pelas cidades. Ainda disse que pediu ajuda para o Governador na fiscalização do transporte coletivo e que Vespasiano, e outros municípios, devem implantar novamente as barreiras sanitárias.

“O comércio é importante, o quanto pudemos preservar nós fizemos. A economia é importante. Se a gente apertasse demais, poderíamos ter uma morte econômica do país. Mas infelizmente é um momento crítico, então exige medidas mais incisivas e mais restritivas. Pedimos que a população entenda esse momento, que não é brincadeira. Isso que está acontecendo não é uma coisa simples de fazer”, revela.

Ao ser perguntada sobre o fato das cidades estarem comprando a vacina por conta própria, Ilce criticou a falta de planejamento do Governo Brasileiro.

“Está faltando a mão forte do Governo Federal e e os Governos dos Estados estarem unidos neste momento. É responsabilidade da União e do Estado comprarem a vacina. O SUS é Sistema Único de Saúde e quando você faz isso, está atropelando outras cidades. O direito é igual. Então, a minha grande discussão é que devemos, mais uma vez, ter ações mais unificadas. Se tem vacina a venda para as prefeituras, tem a venda para o Governo Federal. Nós vamos fazer um movimento para chegar junto ao Governo Federal, estamos conversando com o govenador, para que a vacina chegue igual. Todos têm o direito”, finalizou.

Escute a entrevista completa para a Rádio 93FM :

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