PL É SUSPEITA POR VACINAR PESSOAS FORA DA PRIORIDADE; PREFEITURA DIZ QUE NÃO FOI NOTIFICADA PELO MP

A vacinação contra a COVID-19 é novamente tema de polêmica em Pedro Leopoldo. Desta vez, a suspeita é de uma possível vacinação de pessoas fora do grupo de prioridades.

A denúncia foi feita no Ministério Público Federal em Minas (MPF) pela Frente Mineira Drogas e Direitos Humanos (FMDDH), de acordo com reportagem do jornal Estado de Minas. De acordo com o pedido de apuração, funcionários de uma comunidade terapêutica de Pedro Leopoldo, a Associação Fazenda Renascer, teriam recebido a dose contra o vírus.

Em resposta ao portal Repórter Cidade, a Secretaria de Saúde do município esclarece que não houve nenhuma irregularidade. A justificativa é que a Associação Fazenda Renascer é uma unidade de saúde, contando com Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (sob o número 9727191).

“Ou seja, eles foram devidamente vacinados em consonância com o protocolo estadual. Segundo o Plano Nacional de Imunização trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais”, destacou a nota da PMPL.

A administração municipal ressaltou ainda que, até o momento, não foi acionada pelo Ministério Público. O Repórter Cidade tentou contato com a comunidade terapêutica citada na matéria, mas até a publicação, não foi atendido.

Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio

 

NOTA DA PREFEITURA DE PL

“A Secretaria de Saúde de Pedro Leopoldo informa que as Associação Fazenda Renascer é uma unidade de saúde, inclusive com CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (sob o número 9727191) e os profissionais de saúde que lá trabalham se incluíram na fase de vacinação de “demais profissionais de saúde”. Ou seja, eles foram devidamente vacinados em consonância com o protocolo estadual. Segundo o Plano Nacional de Imunização trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Compreende tanto os profissionais da saúde (exemplo: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares), quanto os trabalhadores de apoio (ex. recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros), ou seja, todos aqueles que trabalham nos serviços de saúde. Inclui-se ainda aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares (ex. cuidadores de idosos, doulas/parteiras), bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. Ainda de acordo com o PNI a vacina também pode ser ofertada para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios.”

 

FURA-FILAS EM MINAS

É investigado possíveis irregularidades na vacinação contra a COVID-19 de 806 servidores da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), incluindo o ex-secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Caso está sendo apurado pela Controladoria-Geral do estado de Minas Gerais, Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Federal.

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